Instituto Butantan orienta práticas corretas para aproveitamento total das doses da CoronaVac

imagem de seringa e ampola de vacina

O Rio Grande do Sul relatou recentemente que o conteúdo dos frascos da CoronaVac não estava sendo suficiente para aplicar dez doses, conforme orientação do fabricante.

Tal situação gerou desconfianças em torno do assunto e tanto os fabricantes, quanto especialistas, passaram a investigar o que poderia estar ocorrendo para a suposta falta de imunizante.

Como surgiram as suspeitas

Cidades do RS relataram que as doses de CoronaVac não estavam sendo suficientes para realizar as dez aplicações recomendadas.

Assim, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que vinha ocorrendo para aplicar uma solução.

Diante disso, todas as notificações recebidas foram verificadas pelo Instituto Butantan, tanto no que se refere ao envase, quanto à extração correta do imunizante de dentro das ampolas.

Controle rigoroso da CoronaVac

Antes de mais nada, o Butantan realiza o envase de todos os frascos de CoronaVac por meio de máquinas altamente precisas, sendo retiradas amostras de cada lote para verificar as exigências.

Além disso, todos os lotes passam por dois testes de volume no controle de qualidade: volume médio e volume extraível. Neste segundo teste, são retirados os volumes de dez doses regulamentares e também é calculado o volume de cada dose.

Esse tipo de controle torna praticamente impossível a alteração da quantidade de imunizante nos frascos e fornece segurança aos órgãos de saúde e cidadãos que recebem a vacina.

Ou seja, a conclusão que se tem é que o tipo de agulhas utilizadas na extração do líquido interfere na quantidade final do imunizante.

Por isso, o Instituto Butantan vai alterar a bula da CoronaVac, assim como divulgou medidas que evitam o desperdício das doses.

Conheça orientações para evitar o desperdício da CoronaVac

• Não usar seringas maiores do que o recomendado: quanto maior a calibragem da seringa, menos precisão ela oferece na extração de pequenos volumes, por isso, a recomendação é que a dose seja extraída com seringa de 1 ml.

• Não usar agulhas maiores do que o recomendado: aqui vale a mesma premissa anterior. A orientação do Butantan é que se utilize agulha intramuscular de 25 ou 30 mm. O uso de agulhas grandes aumenta a perda inerente à extração.

• Aspirar na posição correta:  a posição correta de aspirar o líquido pode impactar no volume aspirado, pois dependendo o ângulo, dificulta a visualização do êmbolo. O líquido deve ser extraído na posição vertical, em um ângulo de 90°, na altura dos olhos. Assim, o profissional consegue ver exatamente a gradação da seringa e ajustar o êmbolo na medida exata.

• Não realizar ajuste do volume espirrando o líquido: é preciso acertar o volume dentro do frasco para que não haja perdas. A prática de extrair a dose e ajustar o volume espirrando parte do líquido não é recomendada.

• Não furar o batoque sempre no mesmo local. A cada vez que se extrai uma dose, a agulha penetra a tampa de borracha e, se o furo sempre for no mesmo lugar, pode causar uma abertura muito grande, facilitando a perda do líquido.

Portanto, acreditamos que a vacina é um sopro de ar puro para o mundo inteiro. Salientamos ainda a necessidade de continuarmos adotando medidas de prevenção ao coronavírus, por isso, continue usando máscara, álcool em gel e mantenha o distanciamento social.

Leia mais sobre a forma correta de aplicar a vacina em nosso blog.

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