Outubro Rosa: quais são os indicadores da doença?

Falar abertamente sobre uma das doenças que mais atingem a população mundial é fundamental para diminuir a quantidade de mortes causadas pelo câncer de mama.

Por isso, neste mês, apresentamos uma série de conteúdos sobre o Outubro Rosa, a fim de levar mais conhecimento sobre o tema. Anteriormente, você pôde conferir a história da campanha e a importância que ela tem mundialmente.

No artigo de hoje, trouxemos indicadores relevantes que podem impactar a vida de homens e mulheres, principalmente quando não diagnosticado cedo. Confira a seguir os dados sobre o câncer de mama na atualidade.

Segundo câncer mais comum no Brasil

Em nosso país, o câncer de mama é o segundo mais comum, ficando atrás somente do de pele. Dentre todos os tipos da enfermidade, o de mama acomete 30% da população feminina brasileira, sendo o que mais causa morte entre elas. Somente em 2019, 18.068 pessoas foram a óbito devido à doença.

O risco para cada 100 mil mulheres é de 43,74 casos, sendo ainda mais incidente a partir dos 50 anos de idade, com raros casos antes dos 35 anos.

As regiões onde a enfermidade se faz mais presente são no sul e no sudeste, enquanto a região norte tem a menor taxa. Apenas em 2021, é estimado que sejam diagnosticados 66.280 mil novos casos da doença.

Contudo, não é apenas o sexo feminino que é atingido, homens representam 1% dos casos.

No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS), oferece exame de mamografia para todas as idades, de acordo com a indicação médica.

Fatores de risco

Cada vez mais, os índices de diagnóstico já estão no estágio II e III da doença. No ano passado, aqui no Brasil, um número significativo de casos estavam ligados a fatores comportamentais, como excesso de peso, não ter amamentado, sedentarismo, alto consumo de bebidas alcoólicas e outros, atingindo cerca de oito mil pessoas.

Os principais fatores de risco são comportamentais/ambientais, hormonais e genéticos. Confira os mais comuns a seguir:

● Obesidade e sobrepeso após a menopausa;
● Sedentarismo (não fazer exercícios);
● Consumo de bebida alcoólica;
● Exposição frequente a radiações ionizantes (raios X, mamografia e tomografia);
● Primeira menstruação (menarca) antes dos 12 anos;
● Não ter tido filhos;
● Primeira gravidez após os 30 anos;
● Não ter amamentado;
● Parar de menstruar (menopausa) após os 55 anos;
● Ter feito uso de contraceptivos orais (pílula anticoncepcional) por tempo
prolongado;
● Ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente se por mais de cinco anos.
● História familiar de: câncer de ovário, câncer de mama em homens e câncer de mama em mulheres, principalmente antes dos 50 anos.

Entretanto, nesse fator hereditário, a mulher que possui alterações genéticas herdadas na família, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2, tem risco elevado de câncer de mama. É importante ressaltar que apenas 5 a 10% dos casos estão relacionados a esses aspectos, ou seja, não significa que a pessoa terá a doença.

Todas as informações foram retiradas de estudos e análises do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

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