Setembro Amarelo: abrace esta campanha

Em um mundo onde se fala com frequência em estilo de vida saudável, muitos esquecem que o cuidado também inclui a saúde mental. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma pessoa morre por suicídio no mundo, a cada 40 segundos. 

Atualmente, com a pandemia do Coronavírus, as interações sociais seguem restritas, assim, as medidas preventivas demandam cada vez mais esforços.

Logo, devido à busca por práticas em prol da saúde mental, desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), promove o Setembro Amarelo, mês oficial de prevenção ao suicídio. De acordo com a Instituição, mais de 96% dos casos de suicídio estão relacionados aos transtornos mentais.

Conheça fatores de risco para o suicídio:

  • Transtornos mentais: todas as pessoas que cometem suicídio apresentam pelo menos uma doença psiquiátrica. Depressão, uso de drogas e transtorno bipolar são alguns problemas que devemos prestar atenção.         
  • Histórico: quem já tentou suicídio uma vez tem muito mais chances de tentar fazê-lo novamente.       
  • Ideação suicida: afirmações de desesperança, desamparo e manifestações como; “eu preferia estar morto” devem ser observadas.        
  • Despedidas: comportamentos de despedidas podem indicar preparação para o suicídio. Mensagens em redes sociais, elaboração de testamentos, doação de posses, indicam sinal de alerta.        
  • Estressores crônicos ou recentes: um dos exemplos mais próximos que temos é o surgimento da pandemia, um estressor que leva pessoas a cometerem atos extremos, por exemplo. Falência, perda de um ente, desemprego, são fatores que podem desencadear pensamentos suicidas. 
  • Locais perigosos: acesso aos locais com altura significativa, a armas de fogo, medicações de uso controlado e outros, podem aumentar as chances de uma tentativa de suicídio.
  • Impulsividade: o suicídio costuma ser pensado, mas o desejo pode se concretizar a partir de um evento muito negativo na vida da pessoa, que pode agir no impulso. A ação é transitória, por isso, se existe indicação de que possa ocorrer, é preciso estar atento.

Como ajudar pessoas com intenções suicidas

Quem planeja suicídio está em sofrimento intenso e não vê saídas para solucionar seus problemas a não ser tirando a própria vida.

O sofrimento pode impedir o raciocínio e, por isso, a ajuda e a escuta são tão importantes.

Veja as principais medidas preventivas

  • Doe tempo para escutar o outro: embora a vida seja corrida, pare e pense se alguém o procurou para falar de algo pessoal. Logo, é sinal que essa pessoa confia em você e o simples fato de escutá-la pode fazer a diferença. Coloque-se à disposição para conversar.
  • Não compare sentimentos: cada um sente a dor de forma única e comparações são danosas. Nós somos um conjunto de fatores genéticos, sociais, culturais, pessoais e reagimos às coisas de formas diferentes.
  • Preste atenção ao sofrimento do outro: uma escuta ativa, fala calma e olhos nos olhos ajudam quem está em sofrimento a se sentir mais seguro e confiante. Se doe nesse momento.
  • Lembre-se: não existe fórmula mágica. Não entregue soluções carregadas de preconceito ou com base em histórias que você ouviu por aí. Não julgue. Quem procura sua ajuda quer acolhimento e compreensão.
  • Se disponha a ajudar com orientação profissional: tanto sofrimento pode estar relacionado a uma doença mental e pode ser tratado, com uma reabilitação adequada através de profissionais de saúde. Certifique-se de que a pessoa realmente procurou ajuda.
  • Seja um porta-voz do Centro de Valorização da Vida (CVV): o CVV realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias.

Portanto, lembre-se desse número: 188. Uma ligação pode salvar vidas.

Pronto para ajudar quem precisa?

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